A educação comparada tem, tradicionalmente, na América Latina, se caracterizado como um trabalho de base sistêmica. Países inteiros e seus indicadores de escolaridade, de exclusão escolar, de analfabetismo e de outros problemas são tratados de uma forma a-histórica, descontextualizada, como se pudessem ser compreendidos fora das condições socioeconômicas, políticas e culturais que lhes dão expressão e significado. A discussão do tema implica o princípio da comparação, da “questão do outro” que nos tornamos para os colonizadores europeus. Implica perceber as semelhanças e as diferenças no curso da história dos povos.
O princípio da comparação é a questão do outro, é um processo de perceber as diferenças e as semelhanças com o outro.
Maria Ciavatta Franco (org.). Estudos comparados em educação a partir da questão do outro. In: CIAVATTA FRANCO, Maria (org.). Estudos comparados e educação na América Latina. São Paulo: Livros do Tatu/Cortez, 1992.